quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desconto do IPI custou R$559 milhões aos cofres públicos


A redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide em veículos custou R$ 559 milhões aos cofres públicos, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira (1).
Esse volume representa a diferença entre o volume de tributos que o governo deixou de arrecadar (R$ 1,817 bilhão) e a elevação de receita com outros tributos federais (R$ 1,258 bilhão).
A análise do Ipea, nesse caso, levou em conta que sem o IPI reduzido as vendas de carros e também a receita de outros impostos sobre a cadeia produtiva de veículos teriam sido menores.
Segundo o Ipea, o desconto do IPI foi responsável pelo crescimento de 13,4% das vendas de automóveis no País no primeiro semestre, ou seja, das 1,422 milhão de unidades vendidas neste período, 191 mil teriam sido garantidas pela redução do imposto. Essa estimativa foi feita a partir da "diferença entre as vendas previstas pelo modelo com os preços vigentes e as vendas com preços hipotéticos que vigorariam caso não tivesse havido a desoneração".
A avaliação do Ipea é menor que a estimativa da associação de montadoras Anfavea, anunciada no início de julho, de vendas entre 250 mil e 300 mil veículos no país de janeiro a junho graças ao IPI reduzido.
Além disso, segundo estimativas do instituto, a redução gerou manutenção de entre 50 mil e 60 mil empregos diretos e indiretos na economia no primeiro semestre.
O governo decidiu prorrogar no final de junho, por uma segunda vez, IPI zerado sobre veículos 1.0, mas a renovação do desconto vale até 30 de setembro. A partir daí, a alíquota zerada sobe para 1,5% em outubro, dobra em novembro, avança a 5% em dezembro, voltando aos originais 7% em janeiro de 2010.

*As informações são da Reuters e Agência Estado

Fonte: www.g1.com.br/carros

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