Mais de três meses depois de implantada, a lei de tolerância zero derrubou em 35% o número de mortes no trânsito da Capital gaúcha. O balanço da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), divulgado essa semana, contabilizou 26 mortes entre 19 de junho, dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei, e 30 de setembro. No mesmo período de 2007, 40 pessoas perderam a vida nas ruas e avenidas de Porto Alegre.
Segundo o levantamento, o trânsito porto-alegrense ainda registrou uma redução no número de feridos, além de atropelamentos e acidentes. Para o secretário municipal da Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, há outros fatores que contribuem para apaziguar o trânsito. — A colocação de câmeras nos principais cruzamentos da cidade, as ações de engenharia de tráfego e transporte, as atividades educativas e também de fiscalização representam fatores importantes para esta mudança de cultura no nosso trânsito — afirmou.
A EPTC divulgou os números no mesmo dia em que o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) publicou um levantamento para avaliar os efeitos da Lei Seca. Em um estudo com 13 capitais brasileiras, que não inclui Porto Alegre, o órgão percebeu uma queda de 7% na quantidade de mortes em julho e agosto na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 981 mortes nos dois meses, em 2008. Os acidentes com vítimas tiveram uma redução menor, de 2%. O número de ocorrências caiu de 13.672 em 2007 para 13.459 este ano. Nove das cidades pesquisadas apresentaram queda e apenas três aumentaram o número de acidentes (Rio Branco, Manaus e Salvador).
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