“Além de aparelhar a fiscalização, para garantir a punição dos crimes de trânsito, é necessário fortalecer a educação dos jovens sobre o tema para gerar mudanças culturais capazes de reduzir o número de acidentes, que matam cerca de 35 mil pessoas por ano no País”. O alerta é do mestre em Sociologia e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati, diante do projeto de conversão da Medida Provisória 415, editada pelo governo em fevereiro deste ano para proibir a venda de bebidas alcoólicas nas estradas.
Para Biavati é preciso recriar o padrão cultural vigente de desrespeito às regras de trânsito, por meio da fiscalização, mas também conscientizando os jovens sobre o que está por detrás delas, como, por exemplo, os riscos de lesões cerebrais e medulares envolvidos na infração. “O trabalho de educação, especialmente com os jovens, tem que ser reforçado para recriar um novo fundamento de obediência à regra. A gente obedece a regra não só para não se dar mal, por que a polícia está ali, mas também porque quer se preservar”, afirmou. Segundo ele, os esforços de educação para o trânsito no País estão equivocados e precisam ter seu foco alterado. “O problema antigo e atual da educação de trânsito é que ela é uma educação de criancinha.
A gente vê as prefeituras e Detrans muito concentrados em teatros de fantoches, mimicidades, para treinar crianças desde cedo, com 4 ou 5 anos, e quando se chega aos 12, 13 anos, na boca da adolescência, quando a coisa começa a pegar fogo, não há escolas que façam um trabalho. O assunto some, evapora”, lamentou.
Informações: Agência Brasil
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